MENU
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/2200/slider/49bdf8801df5560558bba7858271e49d.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/2200/slider/234b887f6482965f8e2d909cb2de1167.jpeg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/2200/slider/bd69e7a5140ffdc49f5cb2fd243da1a0.jpg
https://public-rf-upload.minhawebradio.net/2200/slider/1b8edf8e224270ada168010977e5c2a6.jpg

Podcast
Um “golpe na injustiça:” Corte de Direitos Humanos questiona abusos e ilegalidades cometidas contra manifestantes do 8 de janeiro
Por Rádio Voz de Arari
Publicado em 28/11/2025 19:05
Novidades

A Corte Interamericana de Direitos Humanos abriu investigação para analisar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos relacionados aos atos de 8 de janeiro, com foco no caso da morte do detento Cleriston Pereira da Cunha, conhecido como Clezão. O objetivo é verificar se o Brasil violou regras do Pacto de São José da Costa Rica, tratado internacional de proteção aos direitos humanos.

 

A Corte integra o sistema da Organização dos Estados Americanos (OEA), instituição formada por 35 países do continente e responsável por monitorar democracia, direitos humanos e cooperação entre as nações das Américas. Como signatário da Convenção Americana de Direitos Humanos, o Brasil está sujeito às determinações desse tribunal internacional.

 

A OEA solicitou informações ao Estado brasileiro e a parlamentares sobre possíveis abusos cometidos no curso das investigações e julgamentos, incluindo denúncias genéricas da Procuradoria-Geral da República, eventual falta de competência do STF para julgar acusados sem prerrogativa de foro e a ausência de esclarecimentos sobre a morte de Clezão.

 

Especialistas afirmam que a intervenção pode alterar o cenário jurídico dos condenados. Caso a Corte conclua que houve violações a direitos humanos, pode considerar ilegais decisões do STF e recomendar sua anulação. Isso abriria caminho para reverter punições consideradas arbitrárias por advogados e parlamentares que defendem os acusados. Uma eventual decisão internacional também deve influenciar o debate sobre anistia, fortalecendo o argumento de que parte dos envolvidos sofreu injustiças e teve garantias processuais desrespeitadas.

 

Apesar de o processo ser demorado, a investigação representa uma esperança por ser a principal via internacional capaz de produzir efeitos concretos sobre os julgamentos e de oferecer amparo jurídico às pessoas que alegam terem sido injustamente condenadas.

 

Comentários
Comentário enviado com sucesso!

Chat Online